Na reprise da novela A Viagem, Ismael (Jonas Bloch) tenta sequestrar Bia (Fernanda Rodrigues) durante fuga para o exterior. Caçado pela polícia, o bandido não pensa duas vezes antes de envolver a própria filha em mais um de seus planos maquiavélicos. No entanto, dessa vez ele receberá o castigo que merece com a ajuda de Diná (Christiane Torloni)
A princípio, Ismael inventa uma desculpa convincente para convencer Bia a ir vê-lo em seu esconderijo, já com um esquema todo armado. Bia recusa a viagem, afirmando que não pode ir. Ismael, impaciente e autoritário, insiste: “Dá sim, Bia. Eu preciso de você, minha filha. Você vai comigo.”
Regina tenta intervir e silenciar Bia, mostrando que aquilo não é uma pergunta, mas uma ordem. Mesmo assim, a jovem resiste: “Pai, eu não vou. Antes não dava, agora muito menos.”
Ismael tenta sequestrar Bia e cai do cavalo
A tensão cresce. Ismael, com tom possessivo, garante que já comprou passagens e providenciou tudo: havia lugar para Regina, Johnny e para a sua “princesinha”. Desesperada, Bia tenta ganhar tempo, dizendo que não trouxe roupas nem nada para a viagem. Ele responde, frio: “Você compra em Paris, meu amor. Você escolhe o que quiser.”
Johnny, sempre o bajulador, pressiona: “Biazinha, vai. Que isso? Está a fim de cortar nosso barato?” Mas o choro contido de Bia revela o tamanho do desespero: “Imagina o susto que a minha mãe vai levar.”
No aeroporto, o plano dá um novo nó: ao procurar os passaportes, Ismael descobre que eles sumiram. Regina, nervosa, jura que os entregou; Johnny se atrapalha. Percebendo que algo está errado e sentindo o perigo iminente, Ismael tenta adiar a partida e diz a Regina para seguir em frente sem ele. No entanto, a situação foge ao controle.
Bia nega pedido do pai
Ismael tenta escapar pelos corredores do aeroporto, mas é perseguido pela polícia em uma cena tensa. Acuado, ele cai violentamente de uma escada e fica gravemente ferido. Levado ao hospital em estado crítico, o homem que armou tudo passa por um momento de fragilidade humana — e, por mais monstruosas que tenham sido suas ações, Bia não consegue abandoná-lo.
Ao ser liberada para visitar o pai, ela encontra Ismael debilitado no leito e o cumprimenta com um “Oi”. Ainda fraco e amargurado, ele pergunta por Regina e Johnny: “E a Regina? E o Johnny?” — ela responde que embarcaram. Ismael, entre desabafos e arrependimentos dúbios, diz: “Queria te dar tudo, Beatriz. Queria te dar o céu.” Bia, com tristeza, responde: “E eu só queria um pai.”
No ápice do drama, Ismael, dominado pelo desespero e possivelmente pela culpa, profere palavras assustadoras: diz que não sente as pernas, que pode ficar paralítico, e, num último ato de egoísmo, pede à filha que “desligue tudo”. Em choque, Bia recusa veementemente: “Não, eu não posso fazer isso.” Horrorizada com a súplica do pai, ela foge do quarto enquanto Ismael grita: “Bia, volte aqui!”
Abalada, a jovem procura Igor para desabafar e contar tudo o que viveu. Ele tenta consolá-la, ponderando sobre as escolhas e as consequências: “A vida é sempre uma oportunidade, Bia. As coisas não acontecem por acaso.” fala Igor lembrando que as atitudes de Ismael o levaram a esse fim trágico.









