Gumercindo descobre que José de Alceu é seu filho.

Gumercindo chora emocionado ao descobrir que José de Alceu é seu filho

Na novela “Terra Nostra”, Gumercindo (Antônio Fagundes) chora emocionado ao descobrir que José de Alceu (Guilherme Bernard) é seu filho. Tudo acontece após o menino voltar à fazenda e chamar o fazendeiro de pai pela primeira vez. Surpreendendo a todos, Gumercindo assumirá o menino e garantirá seu futuro.

A princípio, Naná (Adriana Lessa) fica apavorada ao saber que o filho fugiu de casa após descobrir que Gumercindo é seu pai biológico. O rapaz voltará ao local com o desejo de revelar toda a verdade ao fazendeiro. Tentando impedir José de Alceu, a mulher pede que Tizil (André Luiz Miranda) vá atrás do primo.

Assim que chega lá, Tizil consegue convencer José a voltar para casa, porém Gumercindo ouve a conversa dos dois e pede satisfação. “Chegam e vão embora como se isso aqui fosse a casa da sogra”, reclamará ele. José de Alceu pede desculpas e o chama de “senhorzinho”.

Tizil solta a verdade

Gumercindo o repreende dizendo que só seus escravos o chamavam assim. Sem perceber, o menino repete o termo e novamente é corrigido. “Então… patrão?”. O homem responde: “Nem patrão, porque eu não tenho mais nenhum negro trabalhando para mim”.

“Então pai?”, dispara José, deixando Tizil tenso. Sem entender nada, Gumercindo questiona o jovem, que responde: “Então vou lhe chamar de pai, de meu pai”. Percebendo o clima de tensão, Tizil solta: “O primo não pegou sua cor, seu Gumercindo, mas ele é o moleque que o senhor fez naquela rede, com a tia Naná”.

Em seguida, José de Alceu diz que está de partida, pois ele só queria que o pai soubesse da verdade. Gumercindo não os deixa ir embora e tenta esclarecer a situação porque não quer ser enganado. Ele lembra que conversou com Antenor (Jackson Antunes), padrasto do menino, que jurou que o filho que Naná esperava na época tinha morrido.

José de Alceu explica mentira de Antenor

José de Alceu diz que Antenor mentiu porque a mãe tinha medo de perdê-lo. “Eu sou o filho que minha mãe quis lhe dar, senhorzinho, em troca da liberdade dos meus avós negros como eu. Eu não tenho orgulho nenhum de ter nascido por causa disso, senhorzinho”.

Logo após, Gumercindo leva José até a antiga senzala para que os dois conversem a sós. Ele pede para o menino explicar a história. O menino conta que a mãe nunca lhe contou a verdade porque não queria que ele soubesse que o pai era um senhor de escravos. “Mas a sua mãe havia me prometido que, se fosse homem o filho meu que ela levou na barriga quando saiu daqui, que ela o mandaria para mim”, fala o senhor.

Em resposta, o menino repete, alegando que a mãe não o mandou por medo de perdê-lo. “Mas agora eu estou aqui, meu pai”, fala o menino. Gumercindo diz que, para ele, a cor da pele não importa e que só queria ter certeza de que ele é seu filho. “Pois então o senhor pergunte isso para minha mãe, porque a história que o marido dela contou é mentira”.

Gumercindo chora emocionado diante do filho

Gumercindo insiste que queria ter certeza, e José de Alceu responde que a certeza tem que estar no coração dele. O senhor reconhece que a história que o menino contou é a mesma que ele havia ouvido e admite que o garoto não mentiu.

José diz que contou tudo que o tio e o primo lhe contaram. Depois ele pergunta se é mesmo filho de Gumercindo. Já com lágrimas nos olhos, o fazendeiro diz que algo no seu coração lhe diz que o menino é seu filho. “Eu sou seu filho, pai. Eu sou seu filho. Ou minha mãe não teria lutado tanto para que eu não ficasse sabendo disso.”

Gumercindo comenta: “E assim que você soube, você veio correndo atrás de mim feito um doido”. Nesse momento, José de Alceu fala algo que tocará profundamente o coração do ricaço: “Porque eu queria tomar a bênção do meu pai”.

Lágrimas escorrem dos olhos de Gumercindo, que responde ao filho: “Deus te abençoe, moleque. Deus te abençoe”. Em seguida, o veterano pede um abraço. Pai e filho se abraçam felizes e emocionados. A partir daí, Gumercindo assume as despesas de José de Alceu.